segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Café da manhã

 
Um momento para ser especial não tem necessariamente que ser longo, dispendioso ou acompanhado…
Café da manhã, rito de passagem para o mundo laboral, escassos minutos de gloriosa solidão. Muito, mesmo muito, especial…
Arriscando tornar esta visão numa imagem paródica, há que imaginar este instante e enquadra-lo no vosso local habitual, pendurando, ou não, pinturas pitorescas nas paredes.
De madrugada, pouco importa “a onde?”, somente o meu café e eu…
É, efectivamente, um lugar-comum e é neste pequeno universo que me encontrava quando, pela porta, entra um miúdo, pouco mais teria que 5 anos, de nacionalidade alemã, e na posse do que fora em tempos um brinquedo. Em grande agitação grita “ Das ist Kaput”, “das ist Kaput”. Imaginei imediatamente a entrada de um segundo traquinas a correr pelo estabelecimento, igualmente em grande forma e a gritar “Não fui eu”, “não fui eu”, “não fui eu”…
Nada aconteceu. Voltei a deambular pelas letras gordas do jornal.
Já sem café, retorno à Terra, estou pronto para continuar.

3 comentários:

  1. A partir do momento em que regressaste à leitura do jornal já estavas novamente cativo do mundo que nos rodeia. ;)

    ResponderEliminar
  2. Se café de manhã, não funciono mesmo :(

    ResponderEliminar
  3. Minha vida não teria sentido sem café e uma boa cafeteria. Mais uma identidade entre nós. Que legal ...

    Adorável esta postagem ...

    Beijão

    ResponderEliminar